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Calçados

Quantos pares por ano: como calcular a reposição

Não existe número universal, e quem promete um está chutando. O número sai da sua própria operação — e ele já está na ficha de entrega, se ela estiver preenchida.

Revisado por Helano, técnico de segurança do trabalho · setembro de 2026

Em uma frase

Não existe "tantos pares por pessoa por ano". A vida útil depende da atividade, do piso, da jornada e da conservação, e varia mais entre duas funções da mesma empresa do que entre duas empresas do mesmo setor. O número certo é o da SUA operação — e, se a ficha de entrega estiver preenchida, ele já está lá.

A pergunta chega sempre na mesma hora: montando o orçamento do ano. E a resposta que circula — um par por pessoa por ano — erra nos dois sentidos ao mesmo tempo, o que é raro e caro.

Por que "um par por ano" erra dos dois lados

Numa equipe de obra ou de manutenção pesada, um par por ano costuma faltar: o calçado sai de uso antes, e quem não previu a segunda troca acaba deixando alguém trabalhando com o par vencido enquanto a compra não sai. Numa equipe administrativa com calçado ocupacional, um par por ano costuma sobrar: par novo entregue com o anterior ainda em condição de uso é dinheiro parado no armário.

O mesmo número, aplicado às duas, produz falta de um lado e desperdício do outro. E as duas equipes costumam estar na mesma empresa.

A conta tem três parcelas, não uma

A maioria dos orçamentos só considera a primeira, e é por isso que estoura no meio do ano.

ParcelaO que éComo estimar
Reposição programadaA troca que acontece porque o par chegou ao fim da vida útilPelo histórico: quantas trocas por função aconteceram no último ano
Troca eventualDano, perda, acidente, produto químico derramadoTambém pelo histórico. Costuma ser a parcela mais esquecida
Entrada de pessoalAdmissão e substituição ao longo do anoPela rotatividade da função, com a área de pessoal

Somadas por função, e não pela empresa inteira, as três dão o número do ano. Somar pela empresa inteira devolve uma média que não descreve ninguém.

De onde tirar o número: o seu próprio histórico

Se a ficha de entrega de EPI registra data e motivo de cada entrega, a resposta já existe. Basta contar, por função, quantas entregas de calçado aconteceram nos últimos doze meses e dividir pelo número de pessoas naquela função.

É o dado mais confiável que existe sobre a sua operação, porque foi medido nela. Nenhuma estimativa de fornecedor, inclusive a nossa, chega perto disso — e é por isso que a ficha bem preenchida vale muito além da fiscalização.

O que puxa a vida útil para cada lado

Sem números, porque número sem medição na sua operação seria invenção. O que segue é a direção de cada fator, para você saber o que olhar quando duas funções derem resultados diferentes.

FatorEncurta a vida do parProlonga
PisoAbrasivo, irregular, com material perfuranteLiso e íntegro
JornadaMuitas horas em pé e alta quilometragem diáriaDeslocamento curto
UmidadeMolha todo dia e não seca entre os turnosAmbiente seco, ou dois pares em rodízio
Produto químicoContato frequente com solvente, óleo ou saneanteSem contato
ConservaçãoSecagem no sol, guarda amassado, limpeza agressivaRotina de limpeza e secagem adequada
Adequação do modeloCalçado errado para a atividade, que se desgasta fora do previstoModelo compatível com o uso real

E no primeiro ano, sem histórico?

Aí a estimativa é inevitável — e o jeito de errar menos é começar pela função mais exigente e não pela média. Estime a reposição das funções de campo separadamente das administrativas, deixe a reserva calculada sobre as primeiras, e trate o primeiro ano como o ano de levantar o dado, não de acertar o número.

Isso significa registrar cada entrega com data e motivo desde o primeiro par. No ano seguinte, a conta deixa de ser estimativa.

Os dois erros que estouram o orçamento no meio do ano

Não contar a entrada de pessoal. Numa função com rotatividade alta, a admissão pode responder por uma parcela grande do consumo anual, e ela não aparece em nenhuma conta que parta só do quadro atual.

Reserva genérica. Guardar um par de cada número parece prudente e é a maneira mais cara de estocar calçado que ninguém vai usar. A reserva útil se concentra nos números mais frequentes da sua equipe, que a grade de numeração mostra de imediato.

Comprar o ano inteiro de uma vez?

Costuma não valer. Além de imobilizar capital, trava a grade num retrato da equipe que muda — quem entra e quem sai ao longo do ano muda a distribuição de numeração, e o estoque comprado em janeiro pode não servir a quem chegou em julho. Compra parcelada com a grade revisada a cada pedido acompanha a equipe real.

Antes de somar, confira se a troca era necessária

Uma parte do consumo anual costuma ser troca antecipada: par substituído por incômodo que era numeração errada, ou por escorregamento que era do piso e não do solado. Vale conferir os critérios em quando trocar o calçado de segurança antes de fechar o número do ano — às vezes a reposição cai sem ninguém comprar nada.

Fontes

Este texto tem finalidade informativa e orienta a escolha de equipamentos de proteção. Não substitui a avaliação de riscos do ambiente de trabalho, que deve ser feita por profissional habilitado quando necessária.

Perguntas frequentes

Quantos pares de calçado por funcionário por ano?

Não existe número universal, e quem dá um está chutando. Depende da atividade, do piso, da jornada e da conservação. O número da sua operação sai do histórico de entregas dos últimos doze meses, contado por função e não pela empresa inteira.

Vale comprar o ano inteiro de uma vez?

Costuma não valer. Imobiliza capital e trava a grade num retrato da equipe que vai mudar: quem entra e quem sai ao longo do ano muda a distribuição de numeração, e o que foi comprado em janeiro pode não servir a quem chegou em julho.

Como sei se a equipe está trocando cedo demais?

Comparando o motivo registrado na ficha com os critérios de troca por condição. Boa parte da troca antecipada é par substituído por incômodo que era numeração errada, ou por escorregamento que vinha do piso e não do solado.

Atendimento direto

Precisa fechar o número do ano?

Diga as funções, quantas pessoas em cada uma e como é o ambiente. Dá para chegar a uma estimativa de reposição junto — e ela melhora muito se você tiver o histórico das entregas.

Sua mensagem já vai assimOlá! Vim pelo site da Tower. Li o texto sobre reposição e queria ajuda para dimensionar a compra de calçado do ano da minha equipe.O botão abre o WhatsApp, um serviço de terceiro. Você revisa e edita antes de enviar — nada é enviado automaticamente. Privacidade.